Histórias U.DREAM .4

25 Fevereiro 2016

Há uns meses, numa reunião de RH, foram criadas novas Equipas de Sonho. Naquele dia apenas soube que era o Sonho do Renato, da Raríssimas. Passado uns dias soube quem eram os restantes elementos da Equipa e o meu primeiro pensamento foi “Eles não podem estar bem da cabeça! Como é que foram juntar estas pessoas? Vai ser literalmente uma equipa de sonho!”. Estava mesmo nervosa, porque queria que corresse tudo na perfeição. Na primeira reunião soubemos tudo sobre o Renato e à medida que reuníamos íamos começando a idealizar o dia. Desde logo, percebemos e decidimos que ao longo do dia teriam de haver momentos específicos para os vários elementos da família: para a mãe, que tinha abdicado do tempo em que cuidava de si; para o irmão que, não se podia sentir esquecido; e para os pais, enquanto casal, que há muito não tinham momentos a dois.

A coisa ia correndo até que numa semana pareceu que tudo tinha caído. Se num dia achávamos que nada podia ser mais perfeito e que íamos conseguir o Mundo para o Renato, no seguinte não nos podíamos sentir mais impotentes e inúteis. Parecia que não havia solução e não havia nada a fazer, já nada fazia sentido.

Parecia inútil, mas depois do dia em que conhecemos o Renato, não podíamos deixar aquilo por ali... Queríamos, custasse o que custasse, fazer alguma coisa por aquela família! Demos todas as voltas, pensámos em todos os caminhos possíveis, tudo até encontrarmos uma ideia exequível que fizesse verdadeiramente a diferença. Não íamos deixar aquilo a meio, não. A partir do momento em que tivemos luz verde para avançar, ninguém nos parava. Ultrapassámos todos os obstáculos, organizámos o nosso tempo da melhor forma para que a preparação do sonho em plena época de exames não prejudicasse o nosso desempenho académico e, tal como costumamos dizer, demos o tempo que tínhamos e não tínhamos para marcarmos aquela família.

A semana pré-sonho foi o fim do mundo em cuecas. Um completo caos. Não conseguíamos reunir, os contactos começavam-nos a falhar, tínhamos milhões de coisas ainda para tratar. Os dias esticaram, tinham mais de 24 horas e cada um de nós deu tudo o que tinha naqueles últimos dias de uma forma em que eu não podia estar mais orgulhosa deles. Foram incansáveis e quando chegou ao dia não faltou nada.

Quando o dia finalmente chegou foi só lindo. Mesmo com os imprevistos normais que surgem à medida que o tempo encurta, foi fantástico. Conseguimos chegar ao pai em todos os momentos do dia, para a mãe foi tudo o que precisava, o irmão pediu para nunca sairmos da vida deles e o Renato… bem, o Renato era impossível estar mais feliz, cada sorriso dele era tão genuíno, tão próprio à sua maneira. Desde as músicas de 2000 e troca o passo que ele ia trauteando no carro, à reacção a ouvir a Heidi falar directamente para ele ou mesmo o entusiasmo com que andava de cavalo. E o melhor de tudo?

O Renato recebeu as terapias que tanto precisava para melhorar!

O trabalho, empenho, dedicação, por vezes desespero, e felicidade diários são um verdadeiro sonho! No final do dia sentia-me feliz, realizada e com a certeza que vou guardar estes momentos para sempre.

Maria Granja - Recursos Humanos

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